azeite | Blog da Anette

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St. Peter’s Fish defumado com lascas de amêndoas

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Uma passagem bíblica relata que com apenas cinco pães e dois peixes, Jesus alimentou uma multidão de cinco mil pessoas. Estudiosos acreditam que os peixes, capturados por Pedro, eram tilápias, por ser o tipo de pescado mais encontrado no Mar da Galileia, em Israel. Do “milagre da multiplicação” originou-se o termo “St. Peter’s Fish” (Peixe de São Pedro).

A tilápia é nativa da África. No Brasil, é considerada uma espécie “ invasora” e deixa os ambientalistas verdes de preocupação, afinal, apesar do sucesso indiscutível, a produção ainda esta longe de ser sustentável.

O certo é que a tilápia reúne os requisitos – bom, bonito e barato, agradando aos produtores e, principalmente, aos consumidores. Continue a ler →

Sanduíche com pão de ervas

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O fim de semana foi cheio de emoções. Aproveitei para armar a arvore de natal. Depois de uma rápida e empoeirada incursão pela despensa, começamos a doce tarefa de enfeitar a árvore, montar o presépio, pendurar as guirlandas e espalhar os bonecos de neve pela casa. Imagina, bonecos de neve com este calorão!!!

Acreditem a árvore da minha casa deve ter pelo menos uns 20 anos ou mais. Meu pai comprou na Mesbla. Foi da primeira leva de produtos Made in China que aportou por aqui. Sempre bem embalada por D. Mariazinha, permanece novinha em folha.

Antes de optar arvore artificial,  meu pai, com a ajuda do fiel escudeiro: Itamar, se encarapitava no último degrau de uma escada  e cortava a ponta do  pinheiro que existia no jardim. Depois vinha a trabalheira: fincar o tronco num jarro, achar o prumo, a árvore sempre ficava torta, dar fim aos milhares de percevejos verdes e fedorentos  e às formigas de todos os tamanhos e cores, que vinham junto com o pinheiro, colocar os enfeites e as lampadinhas. Era lindo!!!

Depois , vencido pela idade , optou pela árvore artificial. Igualmente linda , mas que não dava tanto trabalho. Doces recordações de natais inesquecíveis.

Foi um domingo de muita atividade: abrir caixas, arrumar laços e pendurar enfeites, faltou tempo para enfrentar a cozinha – a solução veio no trenó de Papai Noel – sanduíche de pão de ervas, lombinho canadense, queijo prato, pastinha de ricota temperada com alho e alface. Segredinho: o pão de ervas veio do forno da Tia Marilda, mas receita abaixo é prática e o pão fica delicioso.

Pão de ervas

 Ingredientes

2 ovos

350 de leite morno

1  tablete de fermento para pão

2 colheres de sopa de açúcar

1 colher de sobremesa rasa de sal

1/2 kg de farinha de trigo ( aproximadamente )

3 colheres de sopa de azeite

1 colher de sopa de queijo ralado – Minas curado ou parmesão

2 colheres de sopa de mix de ervas secas  (alecrim, orégano, salsa, sálvia, manjericão ou outras de sua preferência)

Prepare assim

No liquidificador, bata  os ovos, o leite morno, o fermento, o açúcar, o sal e o azeite até misturar bem. Transfira para uma tigela, acrescente o queijo ralado, as ervas e a farinha de trigo aos poucos. A massa fica  meio molenga. Despeje a massa em formas de bolo inglês, untadas com azeite e polvilhadas com farinha de trigo. A quantidade de massa não deverá passar da metade da fôrma. Deixa crescer até dobrar o volume (35 minutos) e leve para assar em forno pré-aquecido a 150º graus, por aproximadamente 40 minutos e ficar bem dourado.

Dica: Retire do forno e pincele levemente com manteiga ou cobra com pano levemente umedecido em água para evitar que se forme uma casquinha dura.

Depois é só montar o sanduíche  ao  som de Feliz Navidad.

Gnocchi di patate con pesto

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Dia 29, e ainda por cima – uma sexta-feira. Não dá outra! Tem gnocchi na minha casa. Mais do que uma tradição é uma divertida maneira de reunir amigos, sobrinhos, cunhada e irmão para comer o gnocchi preparado por   D. Mariazinha, minha mãe.

No caderno de receitas com a caligrafia da minha mãe mocinha esta escrito nhoque – uma tradução onomatopaica da delícia italiana que ganhou apaixonados no mundo todo.  Há muito tempo ela não consulta o caderno. A receita flui com a segurança de quem já repetiu tantas e tantas vezes, que uma folha de caderno não pode conter a quantidade exata de batatas cozidas, o ovo na temperatura ambiente,  a poeira leve da farinha de trigo , dando o ponto certo de  enrolar a massa e cortar os “ travesseirinhos “ como ela prefere chamar. O gnocchi vai da bancada para água fervente. Mergulham fundo e quando retornam à borda da panela estão cozidos, prontos para outro mergulho – agora no molho de tomates.

Para variar um pouco decidimos fazer um molho pesto. Manjericão fresco,  colhido no jardim, alho amassado, azeite e pinole. Continue a ler →

Ravioli à Portinari

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Um dia desses, participei de uma reunião na Cidade Alta, no Centro de Vitória. Aproveitei para dar uma passadinha no Palácio Anchieta e conferir a exposição  “Portinari na Coleção Castro Maya” com cerca de 40 obras do pintor brasileiro.

A exposição celebra o reconhecimento a uma amizade antiga entre o pintor Cândido Portinari (1903-1962), um dos maiores nomes da arte brasileira no século XX, e o mecenas e colecionador de obras de arte nacionais Raymundo Ottoni de Castro Maya.

O tempo era curto, entretanto foi suficiente para ficar apaixonada pelas obras expostas. Saí de lá feliz. Em casa, aproveitei para pesquisar um pouco sobre o menino de Brodowski . Continue a ler →

Capelli d’ angelo

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Originário da região centro-norte da Itália, o Capelli d’ Angelo tem um nome que sugere de imediato cabelo fino, quase infantil.  A massa é conhecida também como capellini , devido à sua forma delicada e elegante. Fica deliciosa com condimentos leves, que não sobrecarregue a massa. Um molho muito simples elaborado à base de tomate fresco, azeite e manjericão é perfeito. Para um prato mais caprichado aposte na combinação com mariscos.  Mas hoje o capelli d’Angelo é acompanhado por carne assada, bem ao gosto brasileiro. Uma delícia para guardar na memória.

A grande vantagem do Capelli d’ Angelo é que ele cozinha em 3 minutos. Esta é sempre a minha grande dúvida. Se demora tão pouco e fica tão bom. Por que será que algumas pessoas insistem em comer macarrão prensado, espiralado e com gosto de papel? Sinceramente, não dá entender. Não custa nadinha colocar mais água na panela, um bocadinho de sal, um fio de azeite. Tampar a panela para ferver depressa e assim que ferver adicionar a massa. Não há mistério. Só encanto. Escorra a massa e passe na manteiga. Simplicidade máxima. Especialmente indicado para quem tem pouco ou nenhum tempo para cozinhar, mas que deseja ardentemente abandonar o hábito de comer o inominável macarrão com tempero à base de glutamato monossódico!!! Continue a ler →

Tortinha de arroz

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Um assunto que sempre pega fogo é o consumo de fast food por crianças, especialmente, no lanche da escola. Como fazer para a criança não se entupir de açúcar, de sorvetes, de biscoitos recheados e comer muita beterraba, couve, cenoura e pão integral? Isto dá panos para manga, pois é preciso muita autoconfiança para na hora do lanche comer um tomate, um pedaço de tofu e um ovo cozido enquanto todos amiguinhos se espremem na fila da cantina para comprar hambúrguer com batata frita. Tudo bem – fui radical em relação ao tomate, ao tofu e ao ovo cozido. Mas não é fácil para a criança comer diferente do restante da turminha. Uma sugestão: promover lanchinhos coletivos mais saudáveis, caprichar nas frutas e nos bolos e pães caseiros. Não necessariamente integrais. E claro, dar exemplo: se você come comida saudável o seu pimpolho também vai se sentir estimulado a comer, não é Bernardo?? Continue a ler →

Carne de sol com abóbora

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Carne de sol com abóbora

De repente o celular toca. Não medimos esforços para localizá-lo dentro da bolsa.  Enquanto procuramos, encontramos o comprovante da lavanderia, o cartão do reformador de cadeiras, a receita dos óculos novos, o lacinho da coleira do cachorro. Tudo que parecia ter sucumbido em algum buraco negro, estava ao alcance da sua mão, e você não sabia. E o celular tocando. O desespero aumentando. Vencidas pelo monte de tralhas, finalmente, encontramos. Ele para de tocar. É sempre assim!!!

Na semana passada dei a maior sorte. Pesquei o celular de primeira e ganhei uma surpresa. Era um amigo querido. Anette, passei por Montanha e trouxe um presente para você. Uma manta de carne de sol!!!

Você deve estar pensando. Que camarada bobo!! Isto é lá presente que se dê para uma mulher? Confesso que fiquei feliz como um pintassilgo na chuva. Ora, você deve estar se perguntando. O que há de tão especial em um pedaço de carne de sol para deixar esta criatura tão feliz como um pintassilgo molhado?  Continue a ler →

Salada de vagens, favas e anchovas

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Quem gosta de comer já ouviu falar da dieta Mediterrânea. Que não é uma dieta no sentido estrito da palavra. Não é para emagrecer, também não é para engordar. É, antes de tudo, uma dieta no sentido etimológico da palavra, significando modo de vida, “conjunto dos hábitos do corpo e do espírito”, segundo os gregos.

O modelo da dieta mediterrânica é baseado na alimentação dos habitantes de sete países próximos à região do Mar Mediterrâneo. O cenário já é inspirador.  Estudos médicos apontam que os adeptos da dieta Mediterrânea possuem uma expectativa de vida maior e uma baixa incidência de problemas coronários.

O que difere a dieta Mediterrânea das demais é a simplicidade no preparo dos pratos. Ingredientes frescos, da estação, grãos integrais, pouca carne vermelha, muito azeite, alho, cebola e ausência de alimentos industrializados. É saborosa, compatível com a vida social, não obriga a pesagens nem contagem de calorias. Perfeita para quem almoça em restaurante ou prefere cozinhar a própria comida.

Dieta mediterrânea: para mangiare com saúde. Continue a ler →

Abobrinha recheada

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Tem coisa mais simpática do que uma abobrinha. Boa para plantar, para comer recheada e para falar.

Vez por outra, exercito meu lado “ mulher do campo” e semeio algumas sementes de abóbora no meu jardim. Aprendi que elas gostam de um montinho de folhas secas para germinar. O segredo é que ali a terra é mais úmida. Não demora muito e os ramos estendem as gavinhas verdes, bem clarinho, tentando agarrar tudo pela frente. Nada escapa. A goiabeira, a palmeira, até a samambaia é envolvida nesse forte abraço.

Eis que surgem as flores :  amarelas, delicadas, insustentavelmente belas. Cinco pétalas interligadas, formando um copinho para receber a visita de minúsculas abelhas atarefadas.  Depois de polinizada, há que se proteger a flor com um saquinho de papel, para evitar umidade e o ataque dos caramujos famintos. Agora é esperar pelas abobrinhas. Não é tão rápido, mas enquanto espero. Aproveito o tempo. Cozinho e falo: abobrinhas!!! Continue a ler →