Salpicão com spaghetti de cenoura | Blog da Anette

Salpicão com spaghetti de cenoura

salpicão

Enfrentar a cozinha é sempre um desafio, mas, pode ser um prazer.
Acredite, conheço diversas pessoas que fazem da cozinha uma extensão do consultório do terapeuta. E isso é muito bom!

O cozinhar vai além da escolha dos alimentos. Basta um estímulo visual, olfativo ou sensorial para despertar a vontade de preparar uma comida. Em uma fração de segundo realizamos uma programação mental que rapidamente contabiliza o que disponível na geladeira ou na despensa e o que precisa ser adquirido. Mentalmente imaginamos a apresentação, a cor, a textura e até o sabor do prato.

Chegar a casa, mortinho de cansado, pode nos afastar da cozinha, ou não? Olha eu aí, caetaneando!

Poder ser um bolo, uma massa ou qualquer outra invencionice, o importante é transformar a cozinha em um espaço prazeroso, repleto de criatividade e sensações.

Tente visualizar quem vai comer a comida que você vai preparar. Sua família? Seu patrão? Alguém que faz seu coração descompassado? Assim você fica mais confortável para escolher o cardápio.

Reuniões familiares primam pela alegria e pela comensalidade. É hora relaxar e se for o caso enfrentar a “ gozação “ com a mesma naturalidade que enfrenta os elogios. Um encontro corporativo deve alinhar praticidade e matemática financeira. O seu patrão sabe exatamente qual é o seu salário, então, nada de esbanjar!?? Se o seu salário não comporta o custo de vinhos caros e especialidades gourmet, fique longe delas. Mantenha o bem senso.
Um jantar íntimo requer um cardápio cheio de charme, onde você poderá esbanjar sensualidade.

Bom, mesmo, é cozinhar sem compromisso. Cozinhar sem hora marcada, sem preocupação com o resultado. Cozinhar no ritmo das batidas do coração. Livre, leve e absolutamente envolvido pela atmosfera da cozinha. Testar combinações, apostar nas inovações, misturar ingredientes podem favorecer ao relaxamento depois de dia de muito trabalho.

Quase sempre, volto para casa, no final do dia, com uma sacola de ingredientes. Afinal, supermercados e feiras são a minha paixão, depois do Bernardo, claro!!! Pode ser uma couve flor da cor de beterraba, um saquinho de quirera orgânica ou um salsichão. O importante é o desafio de transformar tudo isso em um saboroso jantar. Algumas vezes dá certo, outras, o resultado fica bem longe daquilo que planejei.

Depois de todo esse blá, blá,blá. Apresento a minha versão do salpicão. Um prato que é igual à mortadela. Todo mundo come escondido e adora. Mas, não assume. Fazer o que não, é?

Salpicão com spaghetti de cenoura

Ingredientes

1 peito de frango, cozido e desfiado
1 xícara de cenoura cozida em cubinhos
1 xícara de ervilhas frescas cozidas
1 xícara de milho verde ( eu não gosto de milho em lata. Prefiro cozinhar o milho natural)
4 xícaras de batatas cozidas cortadas em cubinhos
1/2 xícara de passas sem semente
1 potinho de iogurte natural
2 colheres de sopa de creme de leite
baby leaves de agrião
spaghetti de cenoura
azeite e sal

Prepare assim: Misture todos os ingredientes, inclusive o iogurte e o creme de leite. Regue com azeite e misture bem. O azeite é fundamental para dar um gostinho extra. Mantenha na geladeira até a hora de servir. Prepare o spaghetti de cenoura. Escolha cenouras firmes. Retire a casca e rale com o utensílio de fazer raspinhas de limão para obter fios estreitos e longos . Coloque os fios em água com gelo. Na hora de servir, seque o spaghetti e disponha sobre o salpicão. Guarneça com alface americana e as baby leaves de agrião.

A florzinha que enfeita o prato é uma maria sem vergonha. A única, do meu jardim, que estava acordada. A flor branquinha é do agrião. Fofa.

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1 Comentário to “Salpicão com spaghetti de cenoura”

  1. Hiii, esse Bernardo já chegou pra causar ciumeira…e a prima aqui não é sua paixão tb não, sua tratante!? Brincadeirinhas de lado, adoro como aí em Vitória ou aqui, no RJ, nossos papos mais longos, os momentos mais gostosos, divertidos e memoráveis são sempre em torno da mesa da cozinha. Lembro quando era pequena e acordava com as gargalhadas – sem nenhuma compostura! – na cozinha, em frente ao meu quarto. Pensava: “Elas chegaram!!”. E pulava da cama correndo pra encontrar minhas mais que amadas prima e tia, que chegavam sempre antes das 7 da manhã!
    Beijos doces, salgados, quentes, frios, macios, melados.
    Mari.

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