sobremesas | Blog da Anette

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Caramelitas

caramelita 2 008

Quem gosta de cozinhar e de comer vive arranjando um bom motivo para pilotar o fogão e testar novas receitas. A primeira opção é convidar amigos, mas com este calorão?, Hum. não sei não?  Procura daqui e dali e descubro que neste dia 26 de janeiro comemora-se o Dia da Gula.  Bingo !!!!  Era tudo que eu precisava – um bom, melhor, excelente motivo. ‘ Bora para a cozinha !!!

De acordo com o Dicionário Aurélio, a gula é o excesso na comida e na bebida, além de apego excessivo a boas iguarias. Na Bíblia, ela é considerada um dos sete pecados capitais.

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Pudim de laranja com calda de camomila

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Fugir da dieta na sexta feira é tudo de bom, ainda mais quando o motivo é justo – pudim de laranja com calda de camomila.

É impossível resistir ao sabor da sobremesa preferida de dez entre dez brasileiros. Não tem erro, pode falar que é cafona, que é enjoativo, mas no final, todo mundo aprova, principalmente se estiver bem geladinho.  Há quem prefira o pudim cheio de furinhos, outros babam pela consistência cremosa.

Quando o filho é bonito, todo mundo quer ser o pai, com o pudim não é diferente. Os portugueses juram por Nossa Sra. de Fátima que eles são os criadores da delícia. Em contrapartida,  os autores gastronômicos confessam  que é impossível afirmar  quando e onde o doce surgiu. A única convicção dos portugueses é a de que eles ensinaram os brasileiros a fazer o doce. E isto, não resta a menor dúvida, eles fizeram muito bem.

A receita original era elaborada com leite, açúcar e baunilha, só mais tarde os brasileiros acrescentaram o leite condensado.  Santa ideia, Batman !!! A receita ficou mais espessa e o sabor mais uniforme – afinal o leite condensado tem sabor predominante sobre os outros sabores. Ficou mais calórica, também: o leite condensado é feito com leite integral, ou seja, é gordo, entulhado de açúcar, algo em torno de 50%. Cada latinha de 395g tem 1.283 calorias, o equivalente a 8 hambúrgueres de calabresa; ou 9 latas de cerveja de 350 ml; ou 12 coxas de frango assadas com a pele. Brincadeira, heim !!! Melhor comer e não pensar em mais nada.

Ingredientes

1 lata de leite condensado

1 lata de suco de laranja

4 ovos inteiros

Calda:

1 xícara de chá de açúcar, 1/3 de xícara de chá de água, 1/3 de xícara de chá de camomila.

Prepare assim

Bata o leite condensado, o suco de laranja e os ovos no liquidificador. Coloque em forma untada com açúcar queimado e leve ao banho-maria por aproximadamente 40 minutos. Para a calda basta derreter o açúcar numa frigideira, quando virar caramelo coloque a água e mexa bem até ficar homogêneo, junte o chá de camomila.

Segredinho: as florezinhas de camomila foram colhidas no meu jardim.  Coloquei os galhos para secar pendurados na varanda, ao abrigo do sol e da umidade. O resultado: um delicioso chá orgânico. Nestes dias de calor de maçarico, o ideal é consumir geladinho.

 

Ajudinha
Pratinho azul lindinho, herança da Tia Dudu.

Panna Cotta

panna cotta 2 012Sobremesa tradicional italiana em que “panna” quer dizer creme e “cotta” cozida.  A delícia é feita com creme de leite fresco, açúcar, gelatina e aromatizada com baunilha. É uma sobremesa muito simples e é servida com geleia, compota ou frutas frescas.

Apesar de a panna cotta ser considerada uma criação genuína do Piemonte, especula-se que tenha sido, na verdade, inventada por uma senhora húngara que vivia na região pelos primórdios do século XX. A panna cotta disputa com o tiramisú o posto de sobremesa favorita dos italianos. Um dos motivos desse sucesso todo está na sua “mordida” incrivelmente macia e sedosa, que faz com que uma colherada derreta instantaneamente na boca. Bom, isso é o que se espera. Mas, infelizmente, a maioria das pessoas insiste em colocar uma quantidade absurda de gelatina e o resultado é um creme duro, sem graça, que não aguça a gula de ninguém. É melhor nem experimentar. Deixe para algum incauto que não sabe que a verdadeira panna cotta não deve ser desenformada para garantir a cremosidade na dose exata.

Quando eu vi aquelas cerejas lindas no supermercado,  só pensei na panna cotta. As cerejas são uma raridade aqui em Vitória, só no Natal elas aparecem, então é melhor aproveitar. A combinação é perfeita. O creme não é muito doce e o resultado é refrescante.

cerejas 002

Espero  que você goste. Jó étvágyat! (bom apetite) – diria a senhora húngara!!!

Anote os ingredientes:

500 ml de creme de leite fresco

2 colheres de sopa de açúcar

1 fava de baunilha

1 colher de sopa de rum
3g de gelatina em pó

 Prepare assim: Corte a fava de baunilha na metade e raspe-a com uma faca para retirar as sementes. Leve, então, ao fogo o creme de leite, o açúcar e a baunilha em fava. Acrescente a gelatina hidratada no creme ainda quente.Disponha-o em taças individuais e leve-as à geladeira por duas horas. Sirva com calda de frutas, geleia ou frutas frescas.

 Ajudinhas:

Forma canelada par quiches tortas  Brinox ref.: 0302/023

Baunilha – Temperos e & Artes – produtos artesanais

Taça de champagne de antigamente – do baú sem fundo de Mamy’s. Só restam duas, de um jogo completo que ela ganhou de presente de casamento. Melhor não publicar a data.

http://www.bemsimples.com/br/receitas – Marina Hernandez

http://opatoempratado.blogspot.com.br/2013/01/

Cupcake de chocolate com cobertura de cream cheese

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Cupcake é gostoso de comer e de olhar. Não é nem preciso dizer da importância da aparência no cupcake, né? Não tem jeito: sendo bonito, o cupcake fica muito mais gostoso! A massa fofinha, com recheio macio e uma cobertura enorme com lindos confeitos. O meu problema com o cupcake era justamente a cobertura – sempre muito doce. Até que descobri uma receita de cobertura com cream cheese. A textura fica incrível e o sabor indescritível. Continue a ler →

Bolo de rolo

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O bolo de rolo, iguaria que chegou ao Brasil nos livros de receitas  dos portugueses, foi introduzida no Brasil unicamente pelo Estado de Pernambuco.  É bom esclarecer, desde o início, que bolo de rolo não é rocambole.  O verdadeiro bolo de rolo tem receita e forma única de ser feito.

Conta a história que quando as damas de Portugal chegaram ao Brasil, trouxeram na bagagem os seus utensílios de cozinha, mas, que decepção!!! Faltavam os ingredientes que estavam  acostumadas a usar em seus tradicionais doces, como:  pêra, marmelo, amêndoas, pinhões, cravo, canela e gengibre. Então o jeito foi substituir por produtos locais como: caju, goiaba, banana, abacaxi, castanha de caju, amendoim, milho, coco.

O bolo de rolo ganhou um recheio novo: goiabada. A massa é feita com farinha de trigo, ovos, manteiga e açúcar. Essa massa finíssima é enrolada com uma camada de goiabada derretida, dando a aparência de um rocambole. As camadas são sobrepostas e o resultado é um doce delicado. Preparar o bolo de rolo exige paciência e na maioria das vezes o ideal é encomendar a quem já tem prática no manuseio da massa e do recheio, não é, Virgínia? Continue a ler →

Pavê de doce de leite

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Quem resiste à brincadeira: é pavê ou “ pacomê” ? A sobremesa refrescante e geladinha aceita diversos tipos de composições de massa e recheio. Nada de economizar no recheio, que deve ser farto e cremoso, mas não pode ficar desmilingüido.  O creme necessita de uma dose de consistência para não encharcar a massa e ao mesmo tempo ser encorpado, sob pena de perder o efeito soft, que tanto gostamos. Cada mordida deve provocar uma nova experiência gustativa. O ideal é alternar camadas de massa ( pão de ló ou biscoitos ) um creme ( de leite condensado, chantilly ou ganache )  e outro ingrediente crocante: nozes, pedacinhos de chocolate, morangos frescos e tudo  mais que a sua criatividade gulosa puder inventar. Continue a ler →

Torta de limão

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 O Natal tem diversos sabores. Na minha ceia , o sabor que não pode faltar é o da torta de limão, a favorita do Murillo.  Uma camada de massa de biscoitos, uma de creme azedinho doce e refrescante e uma camada de suspiro fofo. Perfeita para o final da noite.

Prefiro comer depois que todos foram embora, carregando presentes, sorrisos no rosto, crianças sonolentas e deixam para trás uma montanha de papéis, caixas vazias, e louças a “ dar de peneirada “. Expressão utilizada por meu pai para  avaliar a quantidade de objetos e situações numa alusão à pesca do camarão depois de chuvas torrenciais.  Era só passar uma peneira de “ abanar café”  no barranco do rio e levantar com centenas de camarões graúdos, prontos para a panela.

No Natal sigo o ritual de todas as reuniões familiares. Arrumo tudo.  Recolho tudo. Não, eu não tenho TOC. Só paro depois de lavar o último garfo.

Uma conferida rápida no presépio, momento de apagar as lampadinhas da árvore. Um banho gelado, um último olhar pela janela. Hora de saborear a minha fatia de torta de limão. Sem ninguém pedindo um pedacinho ou conferindo o tamanho da fatia. Primeiro o suspiro, depois o creme e a casquinha por último.

Será que papai Noel existe? Será que ele volta??  Será, será? Continue a ler →

Aletria

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Todos os anos, retiro das caixas um sem número de enfeites, árvore de Natal, figuras do presépio. Penduro uma linda guirlanda na porta, botas de papai Noel com balas e chocolates para as crianças. As crianças cresceram Anette, esqueceu? A criança agora é o Bernardo que já ganhou a sua botinha personalizada, mas, ainda, não pode comer doces. Organizo cardápio, perfumo a casa com cheirinho de canela. Mas, nada me emociona tanto como as lampadinhas pisca pisca. Por mais trabalhoso que seja. Por mais medo que tenha de subir em escadas, lá vou eu. Puxa daqui, prende com arame, estica o fio.

- Itamar, cadê a extensão, o fio, o alicate, o arame???

Itamar, o fiel escudeiro que herdei do meu pai, fica bravo. Uma fera. Garante que é o último ano que me ajuda. Segue reclamando e pendurando as lampadinhas.  É lampadinha para todo lado. A varanda, a goiabeira, a palmeira, a roseira e o pé de alecrim. Nada escapa.

No final da tarde estamos exaustos. Sentamos na varanda e esperamos o anoitecer para conferir o resultado. Sempre precisa de um ajuste, um toque final.

- Itamar, você acha que precisa comprar mais uma série de lampadinhas??

- Nem pensar, eu vou embora. Ameaça pela milésima vez.

A noite chega e o espetáculo começa. No último ano, só retirei as lampadinhas em fevereiro. Acho que em 2014 nem vou retirar.

Fico horas admirando, tomando café e comendo aletria. O doce português, feito com macarrão cabelinho de anjo, que aprendi a fazer com minha Tia Ruth. Um doce da minha meninice, das férias na casa da avó no Rio de Janeiro, um doce que traz lindas e delicadas emoções.

Aletria

5 ninhos de macarrão cabelo de anjo

1 litro de leite

1 xícara de açúcar

1 pitada de sal

1 colher de café de manteiga

Prepare assim

Coloque o leite para ferver em uma panela. Acrescente o açúcar, o sal, a manteiga e por último os ninhos de macarrão, um a um,  mexendo com um garfo para desfazer as “madeixas”. Mexa fazendo um movimento em z, para não embolar o macarrão. Abaixe o fogo e deixe cozinhar sempre mexendo. Se for necessário acrescente mais leite ou água quente. O macarrão deve “nadar” no líquido.  O macarrão não pode ficar molenga. Retire do fogo quando tiver a consistência de arroz doce. Coloque a aletria numa travessa. Deixe esfriar um pouco e polvilhe com canela.

E nada de fazer cara feia, dizendo:

- Doce de macarrão. Só português para inventar isso Urgh!!!

É uma delícia. Você não sabe o que está perdendo.

Arvorezinha de patchwork da Luísa.

Cheesecake com geleia de jabuticaba

cheese cake 2 001

A mais brasileira das frutas tem aparência de durona. Puro disfarce. Um apertão… e ploct. A jabuticaba explode e expele sem resistência sua polpa doce e esbranquiçada. Bom mesmo é comer arrancando direto do pé. Mas, isto é privilégio para poucos, com bem disse o chef Paul Bocuse frente à fruta, com a citação: “La jabuticaba n’est pas pour le bec de tout le monde. Extraordinaire…” (“jabuticaba não é para o bico de todo mundo. Extraordinária”). Palavra de quem sabe das coisas!!

A frutinha povoa um capítulo inteiro do livro  Reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato.

“ Estava Narizinho no seu galho, distraída em pensar na surpresa que teria o príncipe Escamado se recebesse uma jabuticaba de presente, quando levou à boca uma das tais furadinhas, com meia vespa dentro. Dessa vez em lugar do tloc do costume o que soou foi um berro.”

Faz a alegria dos ambulantes nos sinais de trânsito e deixa os feirantes furiosos, afinal, quem resiste em afanar umas jabuticabas bem maduras. A frutinha tem época certa, se você não aproveitar, vai ficar na vontade. Ainda bem que existe solução para tudo nesta vida. No caso das jabuticabas, as que escapam da nossa gula, acabam na panela e viram geleia. Azedinha, roxa. Ou seria avermelhada? Ora, geleia de jabuticaba tem cor de jabuticaba e pronto! Continue a ler →

Torta de maçã para o Thanksgiving Day

torta de maçã 014

O Thanksgiving Day ( Dia de Ação de Graças ) é muito celebrado nos Estados Unidos e no Canadá. Como o próprio nome diz: o Dia de Ação de Graças é um dia onde as pessoas reúnem-se para demonstrarem a sua gratidão a Deus e a outras pessoas pelas bênçãos e coisas boas recebidas durante o ano.

Americanos adoram o Thanksgiving, chegam a empreender viagens no melhor estilo coast to coast para passar o feriado com familiares. O almoço de Thanksgiving  é sinônimo de mesa farta onde o perú assado é o prato principal. A comemoração também é conhecida como Turkey Day - Dia do Peru. Todos os anos acontece uma cerimônia no Dia de Ação de Graças, onde o Presidente americano perdoa dois perus (um oficial e um reserva), salvando assim os animais do mesmo destino dos outros 46 milhões de perus – a estimativa de perus que são consumidos durante o feriado. Coitadinhos dos bichinhos!!

 Mas a comilança a não acaba por aí, não!! Tem ervilhas, batata-doce assada com maple syrup, purê de batata, torta de abóbora, torta de maçã, torta de nozes, entre muitas outras delícias. Continue a ler →