massas | Blog da Anette

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Pizza al crudo

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Não se engane, não. O verão ainda não acabou. As escolas de samba estão fervendo, os blocos arrastando multidões e não dá esquecer a  Marina Lima:

“ Vem chegando o verão, um calor no coração”.

Não sou muito chegada ao verão, ao calor, ao suor e em especial ao famigerado horário de verão que me faz sair da cama mais cedo.  Continue a ler →

Gnocchi da fortuna

29 de dezembro 2 006

Neste dia 29 decidi fazer gnocchi de inhame colhido no meu jardim. Faz tempo que eu sonho com uma horta doméstica, faz tempo que planto aleatoriamente sementes variadas e espero por seus brotinhos, duas folhinhas verdes acenando:

 - Olá, Anette!!

 A experiência de plantar a própria comida me fascina. Claro que não vou deixar de ir ao supermercado ou à feira, mas fico extremamente feliz quando posso colher folhas de couve fresquinha, muitas vezes furadas pelo apetite dos canarinhos da terra, temperinhos sem agrotóxico, tomatinhos minúsculos e azedos como limão, perfeitos para a moqueca. Continue a ler →

Conchiglione de pupunha e camarão

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Fernanda é sinônimo de fartura. Fartura de amizade, de amor maternal, de sorrisos, de atenção para ouvir e contar estórias intermináveis, de lágrimas, quando é impossível conte-las. Claro, que essa fartura também está presente à mesa de sua casa, especialmente, em dias de festa. Que pode ser qualquer dia, pois a casa da Fernanda também é farta de gente, de amigos, de amigos dos amigos..

Chega de elogios. Vamos ao que interessa. Durante o período que estávamos na faculdade de gastronomia começamos a fazer alguns jantares sob encomenda.

Fernanda ficava responsável pelo cardápio, pelas compras e eu pela execução. Felizes da vida, fechamos um orçamento para um jantar de confraternização de Natal.

Este dia marca o meu encontro com os conchiglioni, que eu só conhecia pelo nome e por fotos nas revistas. Era a entrada, ou seja o primeiro prato a ser servido.  Conchiglione recheado com ricota, tomate seco e manjericão. Tinha que fazer bonito, provocar a gula, atiçar o paladar, mexer com as emoções dos comensais.

Fizemos as sobremesas na véspera. Começamos cedo na cozida. O calorão incendiava. O forno ligado, panelas fervendo, lágrimas de cortar cebola. Detesto cortar cebolas. Meus olhos ficam “ duas postas de sangue” com diria minha avó Odete. Continue a ler →

Uma piccola ghirlanda di rosmarino

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” Existe uma graciosa lenda italiana a respeito do alecrim: Quando Maria fugiu para o Egito, levando no colo o menino Jesus, as flores do caminho iam se abrindo à medida que a sagrada família passava por elas. O lilás ergueu seus galhos orgulhosos e emplumados, o lírio abriu seu cálice. O alecrim, sem pétalas nem beleza, entristeceu lamentando não poder agradar o menino.

Cansada, Maria parou à beira do rio e, enquanto a criança dormia, lavou suas roupinhas. Em seguida, olhou a seu redor, procurando um lugar para estendê-las. “O lírio quebrará sob o peso, e o lilás é alto demais”. Colocou-as então sobre o alecrim e ele suspirou de alegria, agradeceu de coração a nova oportunidade e as sustentou ao sol durante toda a manhã.

“Obrigada, gentil alecrim” – disse Maria.

“Daqui por diante ostentarás flores azuis para recordarem o manto azul que estou usando. E não apenas flores te dou em agradecimento, mas todos os galhos que sustentaram as roupas do pequeno Jesus serão aromáticos. Eu abençôo folha, caule e flor, que a partir deste instante terão aroma de santidade e emanarão alegria.” E assim foi. Continue a ler →

Gnocchi di patate con pesto

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Dia 29, e ainda por cima – uma sexta-feira. Não dá outra! Tem gnocchi na minha casa. Mais do que uma tradição é uma divertida maneira de reunir amigos, sobrinhos, cunhada e irmão para comer o gnocchi preparado por   D. Mariazinha, minha mãe.

No caderno de receitas com a caligrafia da minha mãe mocinha esta escrito nhoque – uma tradução onomatopaica da delícia italiana que ganhou apaixonados no mundo todo.  Há muito tempo ela não consulta o caderno. A receita flui com a segurança de quem já repetiu tantas e tantas vezes, que uma folha de caderno não pode conter a quantidade exata de batatas cozidas, o ovo na temperatura ambiente,  a poeira leve da farinha de trigo , dando o ponto certo de  enrolar a massa e cortar os “ travesseirinhos “ como ela prefere chamar. O gnocchi vai da bancada para água fervente. Mergulham fundo e quando retornam à borda da panela estão cozidos, prontos para outro mergulho – agora no molho de tomates.

Para variar um pouco decidimos fazer um molho pesto. Manjericão fresco,  colhido no jardim, alho amassado, azeite e pinole. Continue a ler →

Ravioli à Portinari

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Um dia desses, participei de uma reunião na Cidade Alta, no Centro de Vitória. Aproveitei para dar uma passadinha no Palácio Anchieta e conferir a exposição  “Portinari na Coleção Castro Maya” com cerca de 40 obras do pintor brasileiro.

A exposição celebra o reconhecimento a uma amizade antiga entre o pintor Cândido Portinari (1903-1962), um dos maiores nomes da arte brasileira no século XX, e o mecenas e colecionador de obras de arte nacionais Raymundo Ottoni de Castro Maya.

O tempo era curto, entretanto foi suficiente para ficar apaixonada pelas obras expostas. Saí de lá feliz. Em casa, aproveitei para pesquisar um pouco sobre o menino de Brodowski . Continue a ler →

Capelli d’ angelo

capellini com carne assada 018

Originário da região centro-norte da Itália, o Capelli d’ Angelo tem um nome que sugere de imediato cabelo fino, quase infantil.  A massa é conhecida também como capellini , devido à sua forma delicada e elegante. Fica deliciosa com condimentos leves, que não sobrecarregue a massa. Um molho muito simples elaborado à base de tomate fresco, azeite e manjericão é perfeito. Para um prato mais caprichado aposte na combinação com mariscos.  Mas hoje o capelli d’Angelo é acompanhado por carne assada, bem ao gosto brasileiro. Uma delícia para guardar na memória.

A grande vantagem do Capelli d’ Angelo é que ele cozinha em 3 minutos. Esta é sempre a minha grande dúvida. Se demora tão pouco e fica tão bom. Por que será que algumas pessoas insistem em comer macarrão prensado, espiralado e com gosto de papel? Sinceramente, não dá entender. Não custa nadinha colocar mais água na panela, um bocadinho de sal, um fio de azeite. Tampar a panela para ferver depressa e assim que ferver adicionar a massa. Não há mistério. Só encanto. Escorra a massa e passe na manteiga. Simplicidade máxima. Especialmente indicado para quem tem pouco ou nenhum tempo para cozinhar, mas que deseja ardentemente abandonar o hábito de comer o inominável macarrão com tempero à base de glutamato monossódico!!! Continue a ler →